Materiais Extrudáveis

Finos de carvão vegetal pirolisado de várias fontes

Finos de carvão vegetal pirolisado são partículas muito pequenas resultantes da quebra ou manipulação do carvão após o processo de pirólise, com alta área superficial e boa reatividade. Embora tenham valor energético significativo, seu uso direto é limitado pela baixa densidade e dificuldade de manuseio. A compactação por extrusão a vácuo permite transformar esse material pulverizado em briquetes com formato e resistência adequados, viabilizando seu uso tanto como combustível alternativo quanto como agente redutor em processos metalúrgicos, como em fornos de cal, cimento e na redução de minérios de ferro. 

A compactação pode ser feita com ou sem aglutinantes, conforme as exigências mecânicas e térmicas da aplicação. A adição de aglutinantes orgânicos ou minerais contribui para a coesão entre partículas, maior estabilidade dimensional e resistência mecânica após cura. As formulações bem desenvolvidas devem influenciar minimamente nas características carvão vegetal. A seguir, alguns exemplos de composições promissoras:

  • Finos de carvão vegetal sem aglomerantes.
  • Finos de carvão vegetal + amido + água 
  • Finos de carvão vegetal + bio-óleo
  • Finos de carvão vegetal + resíduos de papel gelatinosos ou melaços
  • Finos de carvao vegetal + bentonita 
  • Finos de carvão vegetal + calcario + melaço

Finos de carvão com subprodutos da mineração

  • Finos de carvão vegetal + finos de minério de ferro + poeira de filtro + cimento
  • Finos de carvão vegetal + finos de minério de manganes + poeira de filtro + cimento
  • Finos de carvão vegetal + finos de minério de ferro + fundente (calcário)+ aglomerante (cimento , escoria ou bentonita)
  • Outros resíduos podem ser fuligem e poeiras, lamas de lavagem de gases e de efluentes, carepas, sucata, escoria, etc.
  • Diversas outras combinações de subprodutos e rejeitos oriundos da mineração e dos processos metalúrgico e siderúrgico podem ser revalorizadas por meio da briquetagem. Após provas de conceito em laboratório, a viabilidade técnica e econômica dessas soluções deve ser verificada por meio de testes em planta semi-industrial.
Pé Ferro
Pó de Niquel
Pó de Chrome
Pó de Manganês

Rejeitos em pilhas e barragens

Os rejeitos de minério de ferro, especialmente aqueles hoje empilhados sob forma de torta (pasta desaguada por filtros prensa), são compostos predominantemente por:

· Partículas ultrafinas de minerais de ferro (hematita, magnetita, goethita etc.) não recuperadas nos processos de concentração;

· Quartzo e outros minerais de ganga como caulinita, micas, talco, clorita etc.;

· Argilas e silicatos hidratados, que afetam a filtragem e o transporte;

· Matéria orgânica residual (em pequena quantidade, quando presente);

· Adições químicas residuais dos processos como floculantes, coagulantes e dispersantes;

· Água (geralmente entre 15% e 25% em peso na torta do filtro prensa);

· Traços de metais como manganês, alumínio e, em alguns casos, fósforo ou enxofre.

A compactação por extrusão pode atuar como etapa-chave em uma cadeia de transformação, permitindo transformar a torta desaguada ou seus produtos intermediários em briquetes com propriedades mecânicas e químicas adequadas para uso em:

· Rotas alternativas de redução de ferro (DRI, RHF);

· Coprodutos para sinterização;

· Carga de fusão em fornos a arco elétrico ou fornos rotativos;

· Substitutos de agregados minerais para a indústria cimenteira;

· Coprodutos para fabricação de blocos ou materiais de construção não estruturais.

Biomassa e outros rejeitos orgânicos

 

A extrusão de biomassa é um processo de densificação de materiais de biomassa, forçando-os através de um molde para criar combustíveis sólidos cna forma de briquetes. Esse processo aprimora as propriedades do combustível, aumentando a densidade e facilitando o manuseio e armazenamento 
A extrussão. Também reduz a umidade e as poeira e finos.